sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O "Boom" das redes sociais, o Jornalista e o trabalho: Essa mistura é boa?

Por Jéssica Ellen

Créditos: Jéssica Ellen



As redes sociais são hoje em dia a maior febre do mundo virtual, elas são usadas para o entreterimento, lazer e agora para o uso profissional.






Ir à rua para procurar pauta, viajar para localizar a fonte, ter um contato com o leitor ou telespectador por meio do correio? Isso até parece coisa do passado!
Hoje, o jornalista atua tanto em meios tradicionais, como jornais e revistas, emissoras de TV e rádio, quanto no mundo das tecnologias e comunicação. Nesse mundo surgiu a mania das redes sociais, que veio mudar de vez o jeito de fazer jornalismo.

Em apenas um clique um leque de informações é aberto, as milhares de informações que as mídias fornecem vieram facilitar de vez a vida de muitos profissionais, principalmente os da área de comunicação. No ebook Para entender as mídias sociais da jornalista Ana Brambilla, o colaborador Walter lima escreve: “As tecnologias digitais conectadas ampliaram o espectro de possibilidades no campo da comunicação social. Passamos, em um curto espaço de tempo, da era da escassez da informação (que durou centenas de anos) para a era do Big Data.”

Pesquisas realizadas pelo site Artigo 19- Jornalismo e Mídias sociais
Sabendo aproveitar a oportunidade desse "boom" de noticias virtuais interligadas, muitos jornalistas usam as principais redes socias como fonte de informações para reportagens e textos analíticos, visitam weblogs antes de iniciar uma reportagem, entrevista ou artigo, ultilizam as redes para ler notícias rápidas, divulgam seus trabalhos, mantêm um network e acumulam fontes. Além disso, as redes sociais surgiam como um instrumento eficiente para conseguir emprego e manter viva uma rede de relacionamentos, agora mídias como Facebook, Twitter, Orkut, Blogger,e Youtube passaram a ser, elas próprias, geradoras de empregos.


Entretanto pede-se cautela ao usar ultilizar essas ferramentas que permitam proteger critérios como a imparciabilidade e credibilidade do comunicador,  pois a internet é um amplo espaço democrático que qualquer pessoa, em gênero, idade, profissão pode escrever, ler e palpitar. E vale lembrar que o jornalista nunca é um mero cidadão qualquer, ele tem que sempre apurar as informações colhidas, verificar a credibilidade da fonte, tomar cuidado com sua rede de amigos, ponderar suas palavras em blogs, no twitter e no facebook.


Para ultilizar saudavelmente as redes sociais, empresas como a RTP de Portugal e a Uol criaram normas para os profissionais que neles trabalham seguirem, tais como: 
Fan Page aproxima Jornalistas do Fb.
  •  Nada do que fazemos no Twitter, Facebook ou Blogues (seja em posts originais ou em comentários a posts de outrem) deve colocar em causa a imparcialidade que nos é devida e reconhecida enquanto jornalista.
  • Uma regra base deve ser "Nunca escrever nada online que não possa dizer numa peça"
As regras são para deixar claro que há um limite que separa a vida pessoal da vida de um Jornalista, e para a mistura redes sociais + Jornalismo + Trabalho ter sucesso, basta saber usar com inteligência, cautela, separando sempre a esfera pública da esfera privada.







Video mostra Renato Cruz, repórter de tecnologia do Estadão. Para ele, as mídias sociais são fontes de informação importantes, canal de diálogo com o leitor e forma de divulgar seu trabalho: “o que você publica é só o começo de uma conversa com o leitor”. Isso não isenta o jornalista de ter que checar informações, analisar os dados e fazer a mediação com o público. (Video extraído de Jornalismo e Mídias Sociais)








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